domingo, 17 de outubro de 2010

Nos contos de fada
nunca fui o príncipe,
o papel de sapo não me abala.
Anti-herói congênito,
não me arrependo
da ontologia comum a mim,
sou assim, um ir sem fim,
contraste do padrão,
violador do belo, do apreciável,
a crueza humana que me livra
de um mundo que a muitos engana,
sou a gota de sangue,
o desejo proibido dos conservadores,
a dor da alma de quem ama
o que não pode.
Sou apenas EU,
sem invólucro,
o rumo certo do sul ao norte,
o caminho que leva a mim, em mim, por mim...
Por fim, sou a meta dos meus ideais.

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