Mais uma vez Feliz Natal, votos e mais fotos de felicidade, prosperidade e outras maravilhas. Mesa farta, amigos brindando, outros apenas bêbados, presentes, presentes e presentes; nas famílias, recordam-se os fatos, os mortos e todos se embalam entre choro e riso, tudo isso porque é Natal. Fazemos as pazes com os antigos desafetos (que seja só por uma semana), julgamos os parentes distantes e indiferentes indispensáveis. Roupas novas, músicas antigas, crianças correndo pela casa (quisera eu que todos os adultos fossem como elas no tocante ao caráter). Meia-noite. Orações, mais choro e mais riso, mais brindes, come-se, bebe-se, vomita-se; alguns se despedem, outros pernoitam com os parentes, muitos outros, errantes e bêbados, aparecem com uma alegria avessa à desgraça de seu estado. Enfim, chegou o Natal, com ele uma pergunta: Em que momento nos transformamos em robôs?
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2 comentários:
Será a minha frase para este Natal!
Muito bom, é a pura realidade desta festa capitalista!
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